Saúde



Depois dos 40

Veja o exemplo da professora de francês Maria José Ribeiro de Castro Ferreira, de 55 anos, entrou na menopausa precocemente, aos 40 anos. Quando começou a sentir os primeiros sinais do climatério, como desconforto, irritação e ondas de calor, decidiu consultar seu médico. Ele receitou-lhe a terapia de reposição hormonal (TRH). Maria José conta que sua qualidade de vida melhorou muito e não pensa em interromper o tratamento, a não ser por recomendação médica:

Na menopausa tinha medo de doenças, como osteoporose, e resolvi fazer o tratamento. Acho que rejuvenesci. Mas ele deve ser seguido com controle médico. Faço revisão periódica, incluindo mamografia, ultra-sonografia e densitometria. Além disso pratico exercícios. O fato de ter voltado a menstruar não me incomoda, porque os benefícios compensam.

Hoje, os médicos não discutem mais a necessidade da reposição hormonal no climatério (quando o ovário começa a dar sinais de falência), mas a melhor forma de usar os hormônios estrogênio e progestogênio. Um estudo publicado na revista britânica "Lancet" confirma os benefícios do tratamento. Na pesquisa, os cientistas Ludwig Wildt e Teresa Sir-Petermann dizem que o estrogênio não serve apenas para fortalecer os ossos e reduzir o risco de infarto entre mulheres. Ele também pode torná-las mais jovens.

Segundo os pesquisadores, os níveis de estrogênio estão diretamente associados à aparência das mulheres. Quanto maior a taxa do hormônio, mais jovem elas aparentam ser. Wildt diz que já foi mostrado que a perda da elasticidade da pele está mais ligada à menopausa do que à idade cronológica.

Apesar de a reposição hormonal não ser uma fórmula milagrosa de juventude eterna, sabemos que as usuárias têm aparência mais jovem. Talvez as mulheres que fazem o tratamento tenham maior auto-estima, ou seja, cuidam-se mais, não só pelo uso de hormônios, mas por hábitos de vida saudáveis. Com relação à pele, a terapia com estrogênio aumenta o colágeno, que mantém a elasticidade da pele e retarda o aparecimento de rugas - explica o médico e professor Aarão Mendes Pinto Neto, responsável pelo serviço de menopausa do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher, no Departamento de Tocoginecologia da Unicamp.

O ginecologista Hugo Myahira, presidente da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio e doutor pela UFRJ, também reconhece os benefícios da terapia:

Idade, falta de estrogênio e exposição ao sol são os fatores responsáveis pelo envelhecimento da pele. A pele da mulher que faz reposição é mais espessa, hidratada, resistente e tem menos retrações.

Na opinião dos médicos, todas as mulheres no climatério devem fazer o tratamento.

Quando o leigo fala menopausa, data da última menstruação, na verdade está se referindo ao climatério, período em que ocorrem sintomas de ondas de calor, vagina ressecada, perda de elasticidade da pele e osteoporose. O risco de doenças cardiovasculares também é maior - alerta Myahira.

As contra-indicações para a reposição hormonal com estrogênio são doenças do fígado e trombose ou tromboflebites graves e agudas. Com relação ao câncer de mama e de útero, o médico deve avaliar esse risco com a paciente e decidir se vale a pena fazer a terapia.

Para evitar o câncer de útero, a reposição hormonal deve incluir o progestogênio. Estudos sugerem que após 15 anos de tratamento pode ocorrer aumento de até 30% na incidência de câncer de mama. Portanto, a reposição deve ser individualizada - diz Myahira.

O médico acrescenta que, além de melhorar a elasticidade da pele, a terapia diminui a incidência de osteoporose e a mortalidade por doença vascular em 50%; evita o ressecamento vaginal e as queixas urinárias, como perda de urina ao menor esforço. Especialistas afirmam que a reposição pode ser feita até o fim da vida.

A reposição hormonal pode ser feita por via oral, transdérmica (adesivo e gel), via vaginal e implantes subcutâneos. As indústrias farmacêuticas também estão usando fitohormônios (extraídos de plantas), mas a Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado do Rio ainda discute a eficácia deste tipo de produto.

Segundo a farmacêutica Cláudia Souza, especialista em fitoterápicos, os fitohormônios são indicados para reposição hormonal em pessoas que apresentam efeitos colaterais com os medicamentos tradicionais. Só podem ser usados com indicação médica.

O inhame selvagem mexicano, por exemplo, é receitado na menopausa, contra a dismenorréia e para aliviar a tensão pré-menstrual. Uma substância extraída da soja também é útil para mulheres no climatério, porque aumenta a densidade óssea. Não há efeitos colaterais - afirma Cláudia.




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